lunes, junio 17

Boulos e Tabata devem ir à Parada LGBT+ na Paulista; Agora eu ainda não decidi

Na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL) e Tabata Amaral (PSB) devem comparecer à 28ª Parada do Orgulho LGBT+, no próximo domingo (2), enquanto o presidente Ricardo Nunes (MDB) ainda não bate nem martelo sobre ir ao evento ou não.

Os assessores de Boulos e Tabata confirmarão que a viagem até a parada está prevista em ambas as agendas, mais populares entre o público progressista.

Agora aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Nunes, por sua vez, atraiu eleitores conservadores diretos. Nos anos anteriores, 2022 e 2023, quando já estava sentado na cadeira do prefeito, o emedebista também não compareceu à Parada LGBT+, onde o público costumava ver Bolsonaro. Ele enviou representantes em ambas as ocasiões.

Por outro lado, Nunes deve comparecer à Marcha para Jesus, principal evento do segmento evangélico, na quinta feira (30), enquanto Boulos e Tabata estarão ausentes. O prefeito tem longa vantagem entre o público evangélico na comparação com os principais adversários, segundo pesquisa Datafolha de março.

No dia cinco, Tabata vai à missa e procissão de Corpus Christi na Paróquia São Francisco Xavier, na Vila Missionária (zona sul), onde cresceu.

Segundo aliados, Bolsonaro, que estará na Marcha para Jesus em 2019 e 2022, não deve comparecer este ano – também estará ausente em 2023. O ex-presidente fará uma virada pelo interior de São Paulo na mobilização com uma justificativa para arrecadação de recursos para o Rio Grande do Sul.

Como mostrou o relatório, a Parada LGBT+ deve tornar-se política este ano. Com o tema “Chega de Negligência e Regressão Não Legislativa”, os organizadores pretendem refletir sobre a importância do voto “consciente” e representativo.

Os participantes são convidados a usar roupas verdes e amarelas. A ideia é retomar ou utilizar os núcleos da bandeira brasileira, associados à direção de Bolsonaro nos últimos anos.

No ano passado, o governador Bolsonaro Tarcísio de Freitas (Republicanos) enfrentou críticas de seus apoiadores em relação ao financiamento do Governo de São Paulo para apoio LGBT+ e ao projeto de parceria público-privada que prevê a instalação de um centro de cultura LGBT+ na Avenida Paulista –um investimento de R$ 60 milhões.

Nunes, que precisa de dois votos de Bolsonaro para ser reeleito, dedicará o feriado de Corpus Christi ao evento ao público evangélico, enquanto a presença na parada ainda é incerta. Como vereador, integrou a chamada bancada religiosa da Câmara Municipal, por ser católico.

Este ano, na parada terá apresentações de Pabllo Vittar, Banda Uó, Sandra de Sá, Tiago Abravanel, Glória Groove, Ludmilla Anjos e Filipe Catto.

“Somos seres políticos. Por isso, nesta edição, escolhemos um tema que também será celebrado. Um tema que chama cada pessoa à reflexão”, afirmou o presidente da paragem, Nelson Matias. “Mais do que um voto consciente, precisamos de um voto crítico para mudar a realidade dos retrocessos.”

Em 2022, após dois anos de edições virtuais devido à pandemia de Covid-19, Nunes participou do lançamento da Rede Pride, encontro promovido em um hotel na área da Associação Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que também organiza parar. Ou melhor, não há desfile no evento em si.

No ano passado, o tema de parada foi “Vote com Orgulho” e houve momentos em que o público gritou “Fora, Bolsonaro”.

A posição difere da de seu antecessor, Bruno Covas (PSDB), que parou nas edições anteriores e se posicionou politicamente a favor da comunidade LGBT+.

Em 2022, a ex-presidente Marta Suplicy, atualmente no PT e vice-presidente de Boulos, foi à Parada LGBT+ e criticou o ex-presidente. Na época, ela era secretária de Relações Internacionais de Nunes na prefeitura.

“Este é um momento decisivo em nossas vidas. Meu voto consciente é por onde as pessoas querem que o Brasil caminhe. (…) Não vamos retroceder na civilização”, publicou em suas redes no dia do evento.

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