jueves, junio 13

Sucesso em ‘Família É Tudo’, Gabriel Godoy diz que está pronto para viver sua vida em novela

“Tenho que passar por esse constrangimento”, diz o corintiano Gabriel Godoy, 40, sobre o palmeirense Chicão, seu personagem em “Família É Tudo” (Globo). O ator conta que seus amigos, claro, não vão perder a oportunidade de fazer isso, mas afirma que está à altura dos esportes.

“Sinto-me um jogador de futebol profissional, que muda de clube para clube”, compara. “Sempre fui corinthiano, porque minha família era toda corinthiana, morri que me levou aos jogos do Corinthians na década de 1990 e, de repente… ‘Quero ser palmeirense na novela?’”.

Gabriel oleia e chama a atenção como o mestre de obras que vive uma relação entre a vida e o vir com a patricinha Andrômeda Mancini (Ramille). A química da casa está em dois pontos altos da trama das 19h, escrita por Daniel Ortiz.

“Como ator, o jogo só acontece se você tiver bons parceiros. “Nunca me vi trabalhando com jantares maravilhosos, mas onde o jogo não acontecesse, e o Ramille é um excelente companheiro de jantar”, elogia ele, que destaca ainda a disponibilidade clínica do colega Daniel Rangel, que mora em Guto, cidade em Chicão. “Ele é um jogador fantástico e isso torna muito fácil para nós também gostarmos de jogar”, diz ele.

Mas, para ambos os sócios, Gabriel também tinha muito interesse em suas gravações. Na conversa, ele percebe que é longo, do tipo rude que interpreta em suas pinturas. “O personagem exige uma ambientação vocal de prosódia, de ficar ‘e aí mano’, e também de física, porque é um corpo também que se mexe muito, então saio muito cansado (das graves)”, admite.

À vontade com os quadrinhos, diz ele, ele nasceu. “Minha família é argentina, meu pai é argentino e estão sempre muito felizes. Eu cresci muito como o riso’, diz ele. “Acho que o riso é uma trégua para qualquer momento da vida maluca que as pessoas temem, ainda mais nos tempos atuais.”

Talvez por isso, o ator acabou sendo mais requisitado para o horário das 19h, que costuma ter novelas mais leves e cômicas. Nessa emperrou, “Família É Tudo” é a quarta que a cara nessa faixa. “Sou defensor de sete novelas, que muitas vezes não são respeitadas no mercado audiovisual”, diz Ele. “Acho é um produto popular muito desafiador.”

Mas não se pode dizer as risadas que Chicão provoca, nem mesmo a reação das pessoas aos jantares sem camisa da novela, que rende comentários anônimos nas redes sociais. “Quando foi que o Gabriel Godoy provou, meu pai?”, pula para o perfil de Dan Pimpão no X (ou antigo Twitter).

“Isso tem 40 anos, então é uma geração que ainda precisa se adaptar às redes sociais”, afirma.

“Eu sei que meu amor, Raíssa Xavier, é mais novo que eu. Ela também é especialista em habilidades de internet e me mostra. Estou me divertindo com ela, ganhando muito dinheiro. “Sei que essa cultura da beleza também faz parte do entretenimento, não é só uma coisa, é uma realidade.”

O ator compara a trama a “Uga Uga”, novela de Carlos Lombardi exibida entre 2000 e 2001 e talvez a ascensão da cultura de dois homens sem camisa e dois corpos masculinos expostos a cada hora do dia. “Eu assistedia muito, peguei muito esses romances”, diz ele.

Ele diz perceber muito da mistura de comédia e sensualidade que existe em seu núcleo de “Família É Tudo”, e principalmente nos jantares de Chicão e Andrômeda. “É uma explosão de desejo que seus dois personagens têm e que o público gosta”, diz, comparando os personagens aos protagonistas de “A Dama e Vagabundo” e “A Princesa e Sapo”. “As pessoas já viram isso, tem uma receita que funciona”, confirma.

Feliz com a repercussão de seus personagens, Gabriel agora quer mostrar que consegue dar conta de personagens com outros perfis. “Toda vez que a Globo me chama para pessoas assim, eu gosto bastante, mas estou brigando aqui em casa por pessoas que vão perceber que eu também posso fazer outras coisas”, afirma.

Ele diz que quer vivenciar tramas em outros horários, principalmente às 21h, ou mais na TV brasileira, que nunca frequenta. “Se você quer fazer um núcleo de quadrinhos, ok, você quer fazer, porque não precisa recusar trabalho porque não é fácil ser artista neste país, mas o que falta para produtores e diretores: olhar para a Caixa.»

O papel de dois sonhos, sem momento, é o de uma menina que carrega uma trama no litoral. “Tenho 40 anos, então não posso ser jovem (risos)”, diz ele. “Temos um plano e uma meta para dar esse salto. “Estou trabalhando para isso, para ter uma oportunidade também neste lugar.”

“Essa coisa neutra também é muito desafiadora”, diz ele, que, fora da Globo, já atuou em produções como “Desjuntados” (Prime Video) e “Homens?” (Central da comédia). “Sinto-me cada vez mais poderoso nesse sentido, pela maturidade e experiência de trabalho duro, graças a Deus.”

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